Doutor Crimson
25/03/2011
Mudança no Design
08/02/2011
Primeira semana de aula
Algoritmos, alunos novos, sonhos e ilusões. Este é o resumo sobre o que acontece nos primeiros dias de aula.
Muitas perguntas sem sentido com uma pitada de terrorismo por parte dos professores é o estopim para qualquer fadiga mental ou excesso de sono.
Coragem. É o que preciso para ficar, de segunda à sexta, das 19hs às 22h30 assistindo ao que já sei por causa de uma porra de um diploma.
E pior, ainda faltam 4 anos...
Editando:
var valorCompra;
var valorLitro;
var resultado = valorCompra / valorLitro;
escreva "Você encheu o tanque, seu FDP!!";
Enfim, uma aula pra fazer isso.
05/02/2011
Mobilidade: Android
Esse é o meu primeiro post digitado utilizando o aplicativo do Blogger pelo Android. Nada de novo, porém é curioso pensar que até pouco tempo atrás sofríamos com internet discada, e hoje temos essas facilidades.
Sobre o aplicativo, ainda não achei nenhuma opção para editar texto. Como a comunidade pede por essas funcionalidades, creio que em breve as teremos.
Há, no entanto, uma opção de adicionar fotos, que testarei mais tarde.
É, de fato, impressionante como a tecnologia evolui rapidamente.
05/01/2011
Revoluções por Minuto: A volta?

Com a banda reunida em virtude de seu novo álbum, resta a esperança de que não façam aquele trabalho ridículo que o Paulo Ricardo fez desde a invenção do medíocre PR5. Que os deuses do Rock joguem um raio de revolução no peito desse cara e o faça relembrar como se faz uma música de verdade.
E que seja feito com "Toda a raiva e a frustação de quem rasgam o coração".
03/01/2011
It's good to be back!
09/11/2009
Deus é um conceito pelo qual medimos a nossa dor
Deus é um assunto complexo, curioso e discutido há milhares de anos. Se deixarmos de lado a visão que a maioria dos Cristãos tem de Deus, e assim abrangermos o tema, veremos que Deus é a representação de uma entidade espiritual máxima. Algumas religiões praticam o politeísmo, e, portanto, temos várias entidades espirituais máximas. O Cristianismo é monoteísta, apesar de termos uma doutrina trinitária, todos eles (Pai, Filho e Espírito Santo) são revelados em um só Deus. O Judaísmo e o Islamismo, no entanto, não aceitam essa doutrina.O Judaísmo tem como o seu Deus o HaShen. Na visão de HaShen, o povo de Israel foi escolhido por Deus para receber a revelação da Torá, sendo que os Judeus são pertencentes a uma linhagem com um pacto eterno com Deus. No fim do mundo, acredita-se que todos aceitarão HaShen como seu único e verdadeiro Deus.
Bom, não vou me aprofundar muito no assunto, pois só quis mostrar o quanto há uma diversidade de crenças, inclusive diversas vertentes da mesma crença. Um exemplo é a relação entre a Mitologia Grega e Romana.
No Rock, esse assunto foi bem abordado por Ian Anderson na música "My God". De uma forma resumida, ele diz que o povo fez com que Deus se curvasse a sua religião, ou seja, adaptamos Deus de acordo com os nossos interesses políticos-religiosos. A partir disso, fica fácil entender o porquê dele dizer que Deus está dentro de nós. Ele cita a Igreja da Inglaterra como sangrenta, talvez pelo fato da Igreja Católica ser responsável por diversos crimes medievais na Santa Inquisição, ou até mesmo por causa do conflito sangrento que existiu quando a Rainha Maria Tudor tentou, sem sucesso, restabelecer o Catolicismo na Inglaterra. É interessante notar que a Igreja Anglicana existe por meros interesses matrimoniais.A outra música que aborda o tema é "God" de John Lennon. Ele afirma: "Deus é o conceito pelo qual medimos nossa dor". Lennon já havia sofrido diversas represálias ao afirmar que os Beatles eram mais famosos que Cristo, onde diversos discos deles foram queimados em praça pública. Além disso, com o término dos Beatles, ele estava sentia-se preso à figura pública do Lennon dos Beatles, do qual ele cita como "Walrus", uma referência à música "I am the Walrus". Se olharmos os princípios básicos da maioria das religiões, veremos que tudo se baseia na crença de que o sujeito sofrido terá uma recompensa após a morte.
Baseado na nossa dor do fracasso, de não reconhecermos que somos algo que não queríamos e de sonhar em ter, quando morrermos, tudo que não temos hoje, criamos o conceito de Deus, Religião, Fé etc. Quanto mais sentirmos dor e vontade de sermos o que não somos, mais forte é a fé. Não é por acaso que há diversos casos de pessoas que doam a vida por essa fé, afinal, pra eles a vida terrestre não tem valor perante o que podem ter após a morte. São casos em todas as religiões, desde os suicidas do Islamismo até os crentes fanáticos do nosso amado ocidente.
Voltando na música de Ian Anderson, ele dizia que Deus está dentro de nós. Pela minha interpretação, Deus é o nosso próprio conhecimento. Ou seja, devemos conhecer ao máximo para termos uma vida mais saudável. O autoconhecimento e a quebra de diversas barreiras mentais e corporais que nos impedem de controlarmos todo nosso ser poderia ser a chave da felicidade. Algumas religiões pregam isso de uma forma interessante, como o Budismo, mas sempre envolto de uma figura divina. Isso explica o fato de grandes pensadores buscarem nesses países algum refugio espiritual, talvez não acreditando no Deus deles, mas buscando entender qual é o meio que eles utilizam para buscar o autoconhecimento.Lennon também deixa isso bem claro ao afirmar que não acredita em nada, somente nele e na Yoko Ono. Quando ele fala sobre Yoko, provavelmente ele esclarece, mesmo de forma sutil, que crê no amor.
Por ironia, Lennon-Walrus (O Lennon da época dos Beatles) também era visto como um Deus pelos seus fãs. Por ser algo que realmente existe, ele consegue falar com suas queridas ovelhas, mostrando a realidade:
Ontem, eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci.
Eu era a morsa (Walrus),
Mas agora sou John.
Então queridos amigos,
Vocês precisam continuar
O sonho acabou.
E talvez Deus, um conceito utilizado para medir nossa dor, seja isso, um tecedor de sonhos e que, infelizmente, ninguém jamais poderá afirmar se esse sonho é, foi, ou será uma realidade.
04/11/2009
Rock dos Infernos
Entre o halloween e o dia dos mortos, um tema tão sombrio quanto esta época: a influência do ocultismo e outras coisas satânicas sobre o rock. Inclusive houve um tempo em que rock era sinônimo de diabo e suas semelhanças. Além disso, o rock trata incisivamente de assuntos relacionados ao espiritismo, e não só fala de satanismo e coisas macabras.
Aleister Crowley: Referência
Seria impossível tratar deste tema sem referir a Aleister Crowley. Desde Sgt. Pepper's, aclamado álbum dos Beatles, até Raul Seixas, Aleister Crowley e seu ocultismo foram usados como base na produção das mais diversas formas musicais.
Em 1886, aos onze anos Aleister, até então filho de milionários galeses, ficou órfão e mesmo vivendo com as tias, já fazia noção de viver sozinho e se adaptou perfeitamente. Estudou em Cambridge, e ao se formar ingressou em uma ordem ocultista conhecida como Ordem Hermética da Aurora Dourada, aonde adquiriu conhecimento sobre aquele culto e lá iniciou sua vida pública, por assim dizer.Decidiu então criar uma nova ordem, baseada em sua própria doutrina, a qual batizou de Thelema. A célebre frase "Faze o que tu queres será o todo da Lei", da música Sociedade Alternativa, escrita por Raul Seixas, nada mais é do que uma das bases usadas na doutrina Thelema.
Foi acusado de hedonista, bissexual, racista, viciado em drogas e até de espião, enfim, tudo o que um ser-humano vil pode ser. Talvez seja por causa deste Crowley's way of life que diversos artistas usavam suas doutrinas para expressar seus sentimentos.
Robert Johnson: Pioneiro
Anos 60
Em uma época em que a guerra do Vietnã, a chegada do homem à Lua e o sentimento de libertação dos negros americanos eram os principais temas engajadores, haviam poucas manifestações no nicho que fazem referências ao ocultismo. Na segunda metade da década, muitos músicos resolveram seguir novos caminhos espirituais. E não estamos falando somente das indas e vindas dos Beatles aos mais diversos templos da Índia. Simpathy for the Devil, do Rolling Stones, segregaria a fama de uma banda que surgia e em pouco tempo havia feito muito sucesso. Os rumores de que tal sucesso era alcançado através de pactos com o diabo foram segregados com uma música que descrevia as virtudes e os feitos pelo coisa-ruim, e a tal ''simpatia pelo diabo'' ficava exposta ao mundo como um desafio ao moralismo da época.Os Stones dispertava um sentimento de interesse ao ocultismo nos jovens da época, jovens que futuramente formariam outras bandas, como Iron Butterfly, Led Zeppelin e Black Sabbath, entre outras. O Rolling Stones havia praticamente feito um tributo ao diabo no album Goats Head Soup (Sopa de cabeça de cabra), com o single Dancing With Mr. D. Quem seria o Mr. D???
No final desta conturbada década, o mundo conhecia três talentosos músicos que, mais por seus impulsos do que por qualquer força oculta, morrerram no auge de suas carreiras e deixaram um legado aos que viveram depois. O fato é que, aos 27 anos de idade (assim como morrera Robert Johnson), ano após ano morreria Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison. O primeiro revolucionou o instrumento que tocava através de técnicas bem peculiares. No ano seguinte, Janis Joplin, com sua voz única. Tais fatos ocorriam e passavam-se despercebidos aos olhos da mídia, até que Jim Morrison comentou sobre estas mortes e por coicidência sua morte foi a que mais causou polêmica. Após seu corpo ter sido encontrado morto em Paris, as leis francesas até então não permitiam autópsia ou qualquer outra perícia que violasse um cadáver. Um exame superficial acusava uma parada cardíaca. Mas houve rumores de que a morte de Jim fora premeditada por ele próprio devido o mesmo ter conhecimentos sobre "artes ocultas". Jim explicou a morte de Hendrix e Joplin com a premissa de que ao fragmentar 27 e somar seus dois valores, obteríamos o valor 9, que é o número máximo, e após o 9 viria o 0.
Talvez esta tenha sido a época mais nefasta da história do rock. Diferente da psico-alegria trazida pelo rock progressivo, o Black Sabbath trazia em suas letras guerras, fracassos, entre outras coisas. O próprio nome da banda faz referência ao dia de recesso do paganismo (sabá).
O Allman Brothers, filhos das mesmas terras de Robert Johnson, foi testigo de uma das mais sombrias histórias que o mundo do rock nos brinda. É que os Allman tinham certo carisma por um cemitério em Chicago, e era lá que ensaiavam e escreviam suas primeiras canções. Tal história conta que Duane Allman, um dos fundadores da banda, um dia teve uma overdose e foi levado às pressas ao hospital. Como primeiro diagnóstico os médicos disseram que seu quadro era crítico e que o mesmo tinha poucas chances de sobreviver. Então Barry Oakley, o baixista da banda, ajoelha e começa a rezar
pedindo a Deus que dê a Duane mais um ano de vida. Depois de algumas horas os médicos informam que seu estado de saúde estava estabilizado e se recuperaria. Porém, exatos 365 dias depois deste fato, Duane morre em um acidente de moto, batendo em um caminhão. Barry Oakley morreria também em um acidente a poucos metros do primeiro acidente, depois de um ano e um mês.Mas, até então, aonde entra o Aleister nesta história toda? Deixando de lado a sua imagem estar no meio daquelas celebridades da capa do Sgt. Pepper's, dos Beatles, Aleister deixou um de seus discípulos responsável pela difusão de seus conceitos. Seu nome era Kenneth Anger e tinha o sonho de contar uma história sobre o diabo. Chogou inclusive a convidar Mick Jagger para fazer papel d
Ozzy Osbourne seguiria carreira solo e lançou Mr. Crowley, uma nova homenagem ao sábio do oculto. Chemical Wedding, de Bruce Dickinson, era trilha sonora do filme produzido pelo vocalista do Iron Maiden, filme que contava a reencarnação de Aleister em um jovem.
Raul Seixas e Paulo Coelho também mencionaram Crowley em seus trabalhos.

Raul ia mais longe, quando lançou Sociedade Alternativa, reclamava o direito de adorar o Deus que quisesse adorar, um hino anarquista que inclusive Paulo Coelho o ajudou a elaborar. O fato é que, após Raul ler The Book of the Law (O Livro da Lei, escrito por Crowley), seus trabalhos sempre citariam elementos atrelados aos estudos de Crowley.
Grande sucesso fez Highway to Hell, do AC/DC. A banda também fez tributo ao inferno em Hell's Bells e muitos comentários surgiram falando que os australianos venderam suas almas ao diabo. Angus Young, membro da banda, defendeu-se citando que aquilo tudo era uma resposta aos que perguntavam como era estar em uma turnê. Ele então respondia: "It's like in a highway to hell" ("É como estar numa estrada para o inferno"), dizia ele.