31 de ago de 2014

2014 - Não Esquecemos de ti, Crimson

Eis que aqui estou eu, numa madrugada de um sábado de agosto, à deriva pela internet. Entre uma música e outra de B.B.King , e depois de exatos 3 anos, 5 meses e 5 dias, eu me lembrei deste tal Doutor Crimson, que anos atrás me fazia ficar pensando sobre que assunto abordaria na próxima postagem. Lembrei dele justamente por escutar na rádio uma música de Robert Johnson, que certa vez foi protagonista em uma das histórias que contei por aqui. Decidi ver como que estavam as coisas por aqui. O encontrei mais sucinto, com uma aparência sóbria, bem diferente daquele template inspirado no álbum que deu origem ao nosso nome, template que eu mesmo elaborei no Fireworks (?).

Começamos bem, com textos interessantes (assuntos sobre os quais sempre quisemos escrever), e até com uma audiência bacana, de amigos e outras pessoas mais próximas. Queríamos abordar todos os assuntos nos quais vivenciávamos e discutíamos; tudo o que influenciava as nossas vidas. Queríamos incitar discussões e claro, ganhar alguns pageviews. E entre um erro de ortografia e outro, nossas vidas foram mudando e o hábito de escrever foi ficando para trás.

Neste período, o mundo e nós mudamos muito: Spinetta morreu, o Facebook se tornou a principal rede social e exterminou o Orkut,  o Corinthians ganhou a Libertadores, eu consegui me formar na faculdade, o outro autor está às vésperas do seu casamento...Além disso, a própria internet abriu o seu leque de ferramentas para cada vez mais nossas páginas terem vida.

Nossa visão sobre o mundo e sobre a música também mudou, ficou mais maleável, aberta...Descobertas incríveis aconteceram neste período, e seria interessante documentá-las e abri-las daqui 5, 10 anos, e ter a mesma sensação que estou tendo ao abrir uma arca que foi selada em 2009.

Apesar de nestes anos ter escutado, lido e vivenciado muitas coisas, não sei se tenho pique para voltar à ativa com este projeto malfadado. Enfim, não gostaria de sair publicando por aí material produzido por mim de péssima qualidade.

Mas, nunca se sabe, né não!? Afinal, se eu tive que fazer uma "forcinha" pra reativar essa conta no Google e e estou escrevendo aqui, por que não num futuro recente eu não volte a escrever?

25 de mar de 2011

Mudança no Design

Quando a gente resolveu exumar o Doutor Crimson, precisávamos de uma cara nova pro manolo: eis que surgiu aquele banner. Como não ficou legal, usei um template do blogger mesmo, até que uma nova idéia apareça novamente, como o primeiro template.

8 de fev de 2011

Primeira semana de aula

Algoritmos, alunos novos, sonhos e ilusões. Este é o resumo sobre o que acontece nos primeiros dias de aula.

Muitas perguntas sem sentido com uma pitada de terrorismo por parte dos professores é o estopim para qualquer fadiga mental ou excesso de sono.

Coragem. É o que preciso para ficar, de segunda à sexta, das 19hs às 22h30 assistindo ao que já sei por causa de uma porra de um diploma.

E pior, ainda faltam 4 anos...

Editando:

var valorCompra;
var valorLitro;

var resultado = valorCompra / valorLitro;

escreva "Você encheu o tanque, seu FDP!!";

Enfim, uma aula pra fazer isso.

5 de fev de 2011

Mobilidade: Android

Esse é o meu primeiro post digitado utilizando o aplicativo do Blogger pelo Android. Nada de novo, porém é curioso pensar que até pouco tempo atrás sofríamos com internet discada, e hoje temos essas facilidades.

Sobre o aplicativo, ainda não achei nenhuma opção para editar texto. Como a comunidade pede por essas funcionalidades, creio que em breve as teremos.

Há, no entanto, uma opção de adicionar fotos, que testarei mais tarde.

É, de fato, impressionante como a tecnologia evolui rapidamente.

5 de jan de 2011

Revoluções por Minuto: A volta?

Hoje o Paulo Ricardo, baixista do RPM e ex-brega, afirmou no seu tuitá que se reunirá em São Paulo com os integrantes originais do RPM para trabalhar em seu novo álbum. Alguns comentários no yakult dizem que o Luis Schiavon, tecladista da banda, confirma, com um tom cauteloso, que teremos algo novo no pedaço. Sem medo eu acredito: agora vai.



Com a banda reunida em virtude de seu novo álbum, resta a esperança de que não façam aquele trabalho ridículo que o Paulo Ricardo fez desde a invenção do medíocre PR5. Que os deuses do Rock joguem um raio de revolução no peito desse cara e o faça relembrar como se faz uma música de verdade.

E que seja feito com "Toda a raiva e a frustação de quem rasgam o coração".

3 de jan de 2011

It's good to be back!

Depois de pouco mais de um ano,esta porra este blog volta a ser atualizado. Bem mais promíscuo e descompromissado que a versão anterior, prometemos falar de tudo!

9 de nov de 2009

Deus é um conceito pelo qual medimos a nossa dor

Existem inúmeras músicas que falam sobre Deus, porém basearemos nosso texto apenas em duas. Esse é um assunto polêmico que, muitas vezes discutido com certo fanatismo, poderá causar diversas reações em vocês, nossos seletivos e amados leitores. Talvez por falarmos em "Pactos com o Diabo" no nosso tema, além de outras postagens sobre o assunto, passamos a impressão que essa postagem será tola, o que, acreditamos, não será. Bom, pararemos de enrolar e iremos direto ao assunto nos próximos parágrafos.

Deus é um assunto complexo, curioso e discutido há milhares de anos. Se deixarmos de lado a visão que a maioria dos Cristãos tem de Deus, e assim abrangermos o tema, veremos que Deus é a representação de uma entidade espiritual máxima. Algumas religiões praticam o politeísmo, e, portanto, temos várias entidades espirituais máximas. O Cristianismo é monoteísta, apesar de termos uma doutrina trinitária, todos eles (Pai, Filho e Espírito Santo) são revelados em um só Deus. O Judaísmo e o Islamismo, no entanto, não aceitam essa doutrina.

O Judaísmo tem como o seu Deus o HaShen. Na visão de HaShen, o povo de Israel foi escolhido por Deus para receber a revelação da Torá, sendo que os Judeus são pertencentes a uma linhagem com um pacto eterno com Deus. No fim do mundo, acredita-se que todos aceitarão HaShen como seu único e verdadeiro Deus.

Bom, não vou me aprofundar muito no assunto, pois só quis mostrar o quanto há uma diversidade de crenças, inclusive diversas vertentes da mesma crença. Um exemplo é a relação entre a Mitologia Grega e Romana.

No Rock, esse assunto foi bem abordado por Ian Anderson na música "My God". De uma forma resumida, ele diz que o povo fez com que Deus se curvasse a sua religião, ou seja, adaptamos Deus de acordo com os nossos interesses políticos-religiosos. A partir disso, fica fácil entender o porquê dele dizer que Deus está dentro de nós. Ele cita a Igreja da Inglaterra como sangrenta, talvez pelo fato da Igreja Católica ser responsável por diversos crimes medievais na Santa Inquisição, ou até mesmo por causa do conflito sangrento que existiu quando a Rainha Maria Tudor tentou, sem sucesso, restabelecer o Catolicismo na Inglaterra. É interessante notar que a Igreja Anglicana existe por meros interesses matrimoniais.

A outra música que aborda o tema é "God" de John Lennon. Ele afirma: "Deus é o conceito pelo qual medimos nossa dor". Lennon já havia sofrido diversas represálias ao afirmar que os Beatles eram mais famosos que Cristo, onde diversos discos deles foram queimados em praça pública. Além disso, com o término dos Beatles, ele estava sentia-se preso à figura pública do Lennon dos Beatles, do qual ele cita como "Walrus", uma referência à música "I am the Walrus". Se olharmos os princípios básicos da maioria das religiões, veremos que tudo se baseia na crença de que o sujeito sofrido terá uma recompensa após a morte.

Baseado na nossa dor do fracasso, de não reconhecermos que somos algo que não queríamos e de sonhar em ter, quando morrermos, tudo que não temos hoje, criamos o conceito de Deus, Religião, Fé etc. Quanto mais sentirmos dor e vontade de sermos o que não somos, mais forte é a fé. Não é por acaso que há diversos casos de pessoas que doam a vida por essa fé, afinal, pra eles a vida terrestre não tem valor perante o que podem ter após a morte. São casos em todas as religiões, desde os suicidas do Islamismo até os crentes fanáticos do nosso amado ocidente.

Voltando na música de Ian Anderson, ele dizia que Deus está dentro de nós. Pela minha interpretação, Deus é o nosso próprio conhecimento. Ou seja, devemos conhecer ao máximo para termos uma vida mais saudável. O autoconhecimento e a quebra de diversas barreiras mentais e corporais que nos impedem de controlarmos todo nosso ser poderia ser a chave da felicidade. Algumas religiões pregam isso de uma forma interessante, como o Budismo, mas sempre envolto de uma figura divina. Isso explica o fato de grandes pensadores buscarem nesses países algum refugio espiritual, talvez não acreditando no Deus deles, mas buscando entender qual é o meio que eles utilizam para buscar o autoconhecimento.

Lennon também deixa isso bem claro ao afirmar que não acredita em nada, somente nele e na Yoko Ono. Quando ele fala sobre Yoko, provavelmente ele esclarece, mesmo de forma sutil, que crê no amor.

Por ironia, Lennon-Walrus (O Lennon da época dos Beatles) também era visto como um Deus pelos seus fãs. Por ser algo que realmente existe, ele consegue falar com suas queridas ovelhas, mostrando a realidade:
Ontem, eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci.
Eu era a morsa (Walrus),
Mas agora sou John.
Então queridos amigos,
Vocês precisam continuar
O sonho acabou.



E talvez Deus, um conceito utilizado para medir nossa dor, seja isso, um tecedor de sonhos e que, infelizmente, ninguém jamais poderá afirmar se esse sonho é, foi, ou será uma realidade.